Pró-reitor da FGV, professor Antonio Freitas é reconduzido à presidência da Câmara de Ensino Superior do CNE

Desburocratizar, descomplicar e descentralizar decisões sobre Projetos Pedagógicos de Curso e Matrizes Curriculares em função de capacidades tecnológicas, de infraestrutura e de corpo docente das instituições de ensino brasileiras. É com esse desafio que o pró-reitor de Ensino, Pesquisa e Pós-graduação da FGV, professor Antonio Freitas, acaba de ser reconduzido à presidência da Câmara de Educação Superior do Conselho Nacional de Educação (CNE/CES). A proposta, explica, é respeitar a diversidade e assimetrias das regiões, estados, municípios e mesmo bairros, em cada recanto do país.

Reeleito por unanimidade pelos membros do conselho para mais um ano na presidência do CNE/CES, professor Freitas aponta alguns desafios que terá pela frente. O principal é que se avance na implementação do Plano Nacional de Educação (PNE), aprovado em 2014, mas que pouco avançou desde então. Ele destacou também as dificuldades para a implantação da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) na educação básica, que é diretamente impactada pela formação de professores e pedagogos, além do acompanhamento à aderência do Plano Nacional de Pós-graduação (PNPG) pelas instituições de ensino superior.

Com mais de 50 anos de dedicação à Educação, o pró-reitor da FGV destaca que, para que a educação assuma seu protagonismo no país, é necessário investir na formação de professores e licenciados para lecionar na Educação Básica. “Este é o Calcanhar de Aquiles para o desenvolvimento nacional, mas é importante também fornecer capital humano para os programas de graduação e pós-graduação, pois apesar de o Brasil ser a 6ª ou 7ª economia do mundo, nas avaliações internacionais estamos em torno do 70º lugar em Educação”, destaca.

Grande entusiasta de que a educação é um direito de todos os brasileiros, o professor acredita que o investimento na formação de crianças e jovens é fundamental para o desenvolvimento da economia do país em tempos de revolução tecnológica.

“Em um mundo onde a tecnologia prevalece, precisamos investir ainda mais na formação de jovens, pois todo o trabalho manual e repetitivo será feito por máquinas. Para isso, é importante que crianças e jovens estejam na escola. Se nós não dermos a devida importância para a educação, nossa economia vai para trás, porque não haverá gente capacitada para ocupar posições que exigem maior qualificação”, alerta.

Outros pontos que merecem atenção dentro da agenda da Educação, de acordo com o professor Freitas, são a importância da interdisciplinaridade dos cursos; o fim do preconceito com educação a distância, visto que sempre existiu a educação mediada por tecnologia; e, ainda, criação de condições para que nenhum jovem ou trabalhador fique fora da escola.

Permitir que jovens e adultos não estudem é um crime, inclusive contra a Constituição. Não há nada mais caro que a perda de estudantes. É um prejuízo superior à perda de recursos naturais”.

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